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Bando de mulher recalcada

Uma das muitas coisas que eu sou completamente incapaz de entender: as mulheres modernas. Estamos em 2012 e – fim do mundo ou não – as mulheres continuam com mentalidade tacanha, fazendo discursos patéticos, repletos que queixas que considero dignas de piadas há mais de 50 anos. Quanto mais eu vejo o comportamento médio, mais eu me choco. Não consigo parar de repetir: bando de mulher recalcada.

Não, eu não estou falando das minhas amigas, porque né, gente, tenho um mínimo de critério pra chamar de amiga. Estou falando das toneladas de compartilhamentos em Facebook, Twitter, Tumblr e blogs. São mulheres com quem tenho baixo envolvimento, mas que representam o valor médio da sociedade. Não entendo certas linhas editoriais e argumentos, como por exemplo…

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Uma questão de humanidade

Alguns acontecimentos recentes me fizeram pensar pra caralho hoje. Por um lado, nenhum deles foi grave, por outro, a reação das pessoas me chocou completamente. Não sei pra onde vai a humanidade, mas creio que vai mal. Então vamos aos fatos, depois aos comentários.

Fato 1: ontem, uma amiga perdeu o pai. Eu já perdi o meu e sei o quanto isso doeu, meu pai era meu tudo. Fiz questão de ligar pra essa amiga, mais de uma vez, fiz questão de fazê-la sorrir mesmo que por um breve momento. Sei como foi importante pra mim. Uma outra amiga me agradeceu um monte.

Fato 2: hoje, o cara que faz a manutenção da casa chegou aqui com uma cara péssima, cutuquei até saber o que houve, roubaram o 13º dele, o cara ficou sem grana pro Natal. Nem pensei duas vezes, fui ao banco e saquei uma grana, um empréstimo significativo até o início do mês, só pro cara não ficar fudido. Encontrei a prof da academia e comentei com ela, ela achou linda minha atitude.

Fato 3: quando estava entrando no banco, uma mulher ajudava uma cega pela rua, que precisava chegar ao terminal de ônibus. Quando saí, a mulher tinha largado a cega sozinha no ponto. Perguntei se ela queria ajuda, conduzi duas quadras até o terminal e o cobrador me perguntou: não vai entrar? Com olhar surpreso…

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Rock in Rio: eu fui

Existem coisas que todo mundo deve fazer, coisas que dão sentido à vida. As mais famosas são plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Não que eu tenha conhecimento de causa e possa realmente comparar, mas eu gostaria de acrescentar uma: ir ao Rock in Rio. Não ria, é sério. Eu tinha 18 anos, estive em três noites do Rock in Rio e posso dizer com certeza que aquelas noites estarão para sempre entre as melhores da minha vida.

Dez anos depois, ainda me lembro bem da fila homérica para entrar, do calor dos infernos, do cansaço depois de passar 14 horas lá, de toda a poeira tão colada que achei que nunca mais conseguiria tirar, do cheiro, de tudo.

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Gorda sim, e daí?

Cenário: festa familiar.
Personagens: o cara, a namorada nova e a família dele.
Situação: a namorada acima do peso chega com uma calça colante, cintilante, com estampa de pele de cobra (escondida sob um vestido e uma bota de cano alto).
Resultado: comentário geral durante a festa e no dia seguinte, evidentemente nenhum falatório gentil.

Agora se prepara, vem a minha opinião. Pessoalmente, considero a roupa medonha. Mas isso não é lá grandes coisas, porque eu acho essas estampas (onça, tigre, cobra) uma mais brega que a outra, não importa a cor ou a quantidade de brilho, acho ridículo até mesmo na festa do Oscar ou num desfile de alta costura. O que me incomoda é a outra parte, justamente a razão dos comentários maldosos.

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