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Voyeurismo Digital

Acredito que o título do post tenha sido bastante autoexplicativo, mas nunca se sabe a quantas anda a limitação humana para interpretação de texto. A questão que quero colocar aqui não tem nada a ver com passar horas assistindo pornografia na internet. O que entendo por voyeurismo digital é essa obsessão em acompanhar a vida alheia através de um computador, essa estranha forma de obter prazer com o que vê (ou lê) sem interagir com “o objeto” do prazer e em muitos casos sem que os alvos sequer saibam que estão sendo observados.

Existem duas abordagens importantes sobre esse voyeurismo digital e escrever sobre isso me demanda um certo esforço pessoal. É preciso assumir que passei por momentos críticos na minha vida que foram vistos e acompanhados pela internet. E também é preciso uma imensa capacidade digestiva para conseguir analisar tudo sem uma imensa carga emocional.

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Meia dúzia de anos

Eu escrevo há seis anos!!! Putaqueopariu, seis? Ééééé, meia dúzia de anos não é metáfora. Tá, desconta daí os arquivos perdidos do tempo do weblogger, porque eu não posso provar, um ano em que praticamente não escrevi (2007), um monte de palavrões, os temas repetitivos e dá para saber porque ninguém mais vem aqui.

Pelas minhas estimativas, passaram entre os meus favoritos mais de 100 links, nos comentários eu nem faço idéia de quantos foram. Dos primórdios do tempo em que se postava e tinha que colocar acentos por código html só sobrou um cara na lista de amigos. Tem gente das antigas escrevendo? Tem sim, mas alguns não tem mais relação e eu definitivamente morro de preguiça de correr atrás. Na verdade, tem gente aqui que chegou um pouquinho depois, quase todos são links de Reticências, mas antigo mesmo só ele, acho que conheci no meu primeiro mês de blog. E ele nem tem escrito, diga-se de passagem.

É engraçado, porque sempre que falei com ele, saí com ele ou li o que ele escreve, sempre, sempre tive a sensação que nossa relação é para sempre. Hoje tive certeza disso. Porque ao futucar meus arquivos, percebi o quanto já falei dele… E porque o ele é tão importante? Porque ele foi quem me fez sobreviver quando matei Dona Rê.
Hoje, que esta casa assopra velinhas, eu queria sair com ele e tomar chopp da Devassa. Seria perfeito.

P.S.1: não, não tem nada novo neste post. Pensando bem, no aniversário, a gente comemora o que já viveu, não o que ainda vai viver…
P.S.2: como é que eu sei que é hoje, se perdi meus primeiros arquivos? Porque antigamente eu usava essa data como senha! ^^

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Um dia para Dona Rê

Era uma noite meio gelada, mas mais quente do que as últimas nessa cidade. Havia um show do Zeca Baleiro que não consegui ingresso por conta de uma amiga doente. Só que mesmo sem show eu estava com aquela big inquietação, aquela que me faz pirar por noites inteiras, Dona Rê Ticências queria sair para passear. E como Paloma é fraca em suas convicções, lá foi Dona Rê porta afora, deixando Paloma na gaveta.

Assim mesmo como parece: ficou em casa o riso discreto, o carinho e o dengo, o lado menina. Saiu uma moça histriônica, com altos níveis de língua ferina em pleno funcionamento, preparada para aqueles muitos copos de quem não tem nenhum juízo. Juízo é coisa de Paloma. Lá foram se divertir os olhos de quem espia o mundo, de quem sorri de lado e não deixa seus olhos lhe condenarem, a atitude e o atrevimento em pessoa. E como Rê fui apresentada, porque minha companhia daquela noite só me conhece por Rê.

E foi muito bom ser um cadinho poderosa de novo, ou pelo menos fazer de conta que sou. Me erguer por trás da muralha de sarcasmo e silêncio perigoso, todo um lado que por aqui nunca se viu antes. De volta à minha cama, sem ressaca, sem sono, sem óculos, sem arrependimento, sem vergonha, enfim, toda Rê Ticências.

Pronto, agora leva uns meses de Rê dentro do armário. Até o dia em que ela se aposentar de vez, porque escrever ela já não escreve faz teeeeeempo…

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Coisas que me deprimem

Pois é, comecei a bloggar sendo Re Ticências, primeiro no weblogger, depois no blogspot. No blogspot a Lívia me pediu e eu dei. Agora há pouco, só por curiosidade, fui ver o que aconteceu com a casa no weblogger. E por favor, alguém me segure, porque a doce proprietára da minha primeira casa tem um blog cor-de-rosa. Porra, isso é até uma falta de respeito, né? Eu não devia ter abandonado aquilo…

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