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Bando de mulher recalcada

Uma das muitas coisas que eu sou completamente incapaz de entender: as mulheres modernas. Estamos em 2012 e – fim do mundo ou não – as mulheres continuam com mentalidade tacanha, fazendo discursos patéticos, repletos que queixas que considero dignas de piadas há mais de 50 anos. Quanto mais eu vejo o comportamento médio, mais eu me choco. Não consigo parar de repetir: bando de mulher recalcada.

Não, eu não estou falando das minhas amigas, porque né, gente, tenho um mínimo de critério pra chamar de amiga. Estou falando das toneladas de compartilhamentos em Facebook, Twitter, Tumblr e blogs. São mulheres com quem tenho baixo envolvimento, mas que representam o valor médio da sociedade. Não entendo certas linhas editoriais e argumentos, como por exemplo…

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Resmungos sobre Internet

Existem coisas que me irritam profundamente na Internet. A principal delas é esse bando de analistas de mídias sociais querendo dizer o que os outros devem fazer com seus blogs. Vamos começar por um conceito simples: com o meu blog, eu faço o que eu quiser, inclusive deletar. Estamos entendidos?

Existem centenas de “especialistas” dando diversas receitas de sucesso para blogs, twitter, etc. A dica mais comum é “seja relevante”. Tomar no cu esse bando metido a ser relevante, pra mim o @FábioAmderline é relevante pra caralho e olha que ele só tuita abobrinha. Em compensação, a @rosana eu classifico como lixo cultural. E foda-se que ela tá na Folha de São Paulo, é lixo.

Outro argumento clássico é “participe, interaja”, ai pra porra, gente, falar de big brother não é interagir. Nem novela, nem falar do tempo. Isso tudo é papo de elevador. E convenhamos, ninguém quer conversar no elevador. Eu preciso me estender nesse aspecto?

Outra coisa que me incomoda é que todo mundo fala de “atualizar com frequência”. Caro filho da puta, se você pega a notícia no Uol (ou o vídeo no Youtube), enfia no seu blog e promove o link no Facebook e no Twitter, parabéns, és um belo de um filho da puta. Sabe, não é só uma questão de atualizar, produzir conteúdo é uma conversa bem mais complexa. Não custa nada você fazer a coisa da forma correta. Produza o seu próprio conteúdo e quando quiser compartilhar algo que já existe na internet, compartilhe o link de onde está. Ser menos idiota pode ser revolucionário.

Eu não sei se o problema são os meus altos padrões, mas se for pra escrever qualquer bosta, eu não escrevo nada. Acho que ainda existe um pingo de honra nas minhas parcas atualizações. E confesso que por vezes me irrito ao ver crescer estes chupadores de conteúdo que tiram onda de estar fazendo alguma coisa de relevante. Chame de inveja se quiser (sempre tem alguém pra fazer esse tipo de acusação).

Ai, como eu precisava dar uma rabugentada. Pronto, passou.

p.s.: não, eu não to com problemas com ninguém, nem querendo dar lição de moral em ninguém e menos ainda querendo dar indireta em ninguém. Só tô falando do que eu penso. E sim, eu sei muito bem que uso pessoal e uso profissional de blogs são coisas diferentes. Por favor, não me entedie com sua paranoia.

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Fórum de Mídias Digitais e Sociais

Mais uma edição, eu fui de novo. Ano passado eu não sabia o que iria encontrar, se relevância de conteúdo ou umas boas companhias pra balada. Encontrei ambos.

Então este ano fui de novo, correndo, toda animada, porque já tinha uma expectativa animal sobre isso. E não me decepcionei nem um pouco. Estavam lá os mesmos amigos que conquistei ano passado e outros tantos novos que tornaram ainda mais divertido.

Se ano passado eu não estava nem aí para os blogueiros locais, hoje me vejo rodeada deles, se tornaram amigos de twitter, churrascos, bares, enfim, #ebcwb se tornou constante na minha vida. E aí eu volto no mesmo argumento de sempre: online e offline não são coisas distintas, combinar online o que fazemos offline é uma facilidade deliciosa. Assistir palestras excelentes e horas mais tarde passar uma rodada de tequila com os palestrantes é total momento Mastercard. Amanhecer com amigos que vemos raramente, rir, beber, conversar, aprender.

O Fórum de Mídias Digitais e Sociais custou R$ 90,00. Mas definitivamente não tem preço. E ainda vem com uma caneca!

p.s.: esta é minha ótica pessoal, para ver meus comentários profissionais, tem mais aqui e aqui.

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Eu e meu notepad

Desde que eu fiquei mocinha e comecei a carregar bolsa, eu carrego também um bloco de anotações. Não que haja uma razão clara, eu simplesmente carrego. E a experiência me ensinou que é muito útil. Quanto eu comecei a ter blog, meu notepad se tornou imprescindível, acho que um terço do que já postei aqui foi escrito no bloquinho (este post, por exemplo).

Sim, eu ainda ando de ônibus, ainda tenho um tempo considerável para ler e escrever diariamente. De fato, acho que ler e escrever é o melhor uso possível para o tempo que passo no trânsito.

Outro sai eu tirei o bloco da bolsa no #ebcwb e foi aquela zoação. Tive que me defender! Meu bloco não tem Ctrl+C, Ctrl+v, nem internet. Em compensação não pega vírus, não pode ser hackeado, não tem cheiro e não solta as tiras. E cá entre nós, se eu tivesse um iPad nem a pau que eu iria andar com ele na bolsa ou usar dentro do busão.

Pelo jeito, vou carregar um notepad na bolsa a vida inteira, mesmo que eu tenha carro. Ou até o dia em que um iPad custar menos que um bloco de papel. Aí demora.

p.s.: #ebcwb é um grupo de blogueiros, tuiteiros e nerds de Curitiba e cercanias que se reúne toda sexta-feira após o trabalho, para comer, beber e papear. Às vezes a gente até estica para algum bar.

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