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	<title>Lomyne&#039;s in tha house &#187; cultura</title>
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	<description>um blogzinho azul sem importância</description>
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		<title>Wagner Moura e Pânico na TV</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 17:44:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje é dia de republicar o texto do Wagner Moura sobre o Pânico na TV&#8230; Já vi várias fontes diferentes, mudando quebras de parágrafos e foténhas do cara, todas contando como a novidade! A questão é que este texto foi publicado no Segundo Caderno do jornal O Globo em maio de 2008, além das muitas falácias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é dia de republicar o texto do Wagner Moura sobre o Pânico na TV&#8230; Já vi várias fontes diferentes, mudando quebras de parágrafos e foténhas do cara, todas contando como <strong>a novidade</strong>! A questão é que este texto foi publicado no Segundo Caderno do jornal O Globo em maio de 2008, além das muitas falácias no discurso. E eu vou me dar ao trabalho de argumentar quanto a isso.</p>
<p>Há alguns meses, percebi que o Facebook tem pauta diária. Funciona assim: alguém <em>relevante</em> publica uma coisa, aí milhares compartilham, outros fazem montagens diferentes e assim surge o assunto que vai entupir o feed de todo mundo, por pelo menos um dia inteiro. Se for um discurso de revoltadinho de sofá, pode durar mais tempo, sendo defendido pelas <em>pessoas cultas</em>. A pauta de hoje é Wagner Moura contra o Pânico na TV, ou quase isso.</p>
<p><span id="more-1306"></span>Eu entendo que na época não havia Facebook e a notícia não correu tão bem. Eu também aceito a imensa preguiça que as pessoas têm de pesquisar a informação. Por isso, eu usarei meu imenso bom coração para ajudar sua preguiça e toda essa sua predisposição medíocre de revolucionário de sofá. Clique <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/meleca-no-atorleia-artigo-indignado-de-wagner-moura-apos-cagada-de-reporter-3615992" target="_blank">aqui</a> para ler a carta aberta original e já vou ser mais legal ainda em lhe mostrar uma pequena explicação do mesmo ator a respeito desta carta:</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu escrevi aquela carta aberta não endereçada especificamente ao Pânico. Eu aproveitei aquele episódio para falar de algo que eu queria tratar há muito tempo, que é essa coisa que se criou em torno das pessoas que aparecem na televisão. O que eu queria dizer é que nem todo mundo é obrigado a participar daquelas situações.&#8221;<br />
(Wagner Moura em entrevista à Revista IstoÉ, junho de 2008 &#8211; <a href="http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/4804_NAO+ACREDITO+NESSE+MUNDO+DE+CELEBRIDADES+" target="_blank">leia na íntegra</a>)</p></blockquote>
<p>Eu sei que a velhice do texto não estraga o seu conteúdo ou seu valor, eu só não consigo fazer todo esse <em>ooooh</em> com <strong>quatro</strong> anos de atraso. Como se agora acordássemos que um longo sonho, como se só agora pudéssemos ver que <em>nossa, como o Pânico da TV é um programa lixo</em>. Curioso como todo mundo resolveu descobrir isso hoje, porque o Wagner Moura falou&#8230; Ah, qual é, vocês riem disso todo santo domingo! E se me permitem ir além, porque esse discurso vindo de pessoas que adoram filmes de comédia cuja graça é ver pessoas em situações constrangedoras?</p>
<p>O que me choca mesmo é todo esse buzz contra a &#8220;mediocridade&#8221; do Pânico na TV sendo proclamado por pessoas que adoram programas de abordagem semelhante&#8230; O que está acontecendo, caros senhores? Chegamos ao ponto em que é preciso ter um discurso <em>be cult, be cool</em>?</p>
<p>Por favor, sejam defensores de ideias que vocês realmente acreditam, me poupem do ultraje de vê-los defender uma ideia que a maioria de fato não pratica. Ah, e se sobrar tempo, nas horas vagas, pelo amor de Deus, verifiquem a veracidade e atualidade do que vocês estão compartilhando. Eu pelo menos não curto marmita velha.</p>
<p><em>p.s.: eu gostaria de pedir desculpas preventivas àqueles que ficarem magoados. Não é a intenção, mas acidentes acontecem&#8230;</em></p>
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		<title>Rock in Rio: eu fui</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 18:38:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem coisas que todo mundo deve fazer, coisas que dão sentido à vida. As mais famosas são plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Não que eu tenha conhecimento de causa e possa realmente comparar, mas eu gostaria de acrescentar uma: ir ao Rock in Rio. Não ria, é sério. Eu tinha 18 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem coisas que todo mundo deve fazer, coisas que dão sentido à vida. As mais famosas são plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Não que eu tenha conhecimento de causa e possa realmente comparar, mas eu gostaria de acrescentar uma: ir ao Rock in Rio. Não ria, é sério. Eu tinha 18 anos, estive em três noites do Rock in Rio e posso dizer com certeza que aquelas noites estarão para sempre entre as melhores da minha vida.</p>
<p>Dez anos depois, ainda me lembro bem da fila homérica para entrar, do calor dos infernos, do cansaço depois de passar 14 horas lá, de toda a poeira tão colada que achei que nunca mais conseguiria tirar, do cheiro, de tudo. </p>
<p><span id="more-1204"></span>O coração ainda dispara cada vez que ouço Welcome to the Jungle, ainda me arrepio lembrando na plateia de joelhos no show do Plebe Rude, virei fã de Queen of Stone Age, ainda acho Red Hot Chili Peppers médio e ainda encho a boca para dizer eu vi Iron Maiden ao vivo e que atirei garrafinha no Carlinhos Brown (às vezes fico na dúvida qual dessas duas coisas eu me orgulho mais). </p>
<p>As histórias daqueles dias foram tão importantes que eu posso passar horas falando e não conseguirei esgotar o assunto. Só que por mais legais que sejam as lembranças e emoções daquele Rock in Rio, são apenas as minhas memórias. Eu recomendo fortemente que você vá ao Rock in Rio e veja as bandas que você realmente ama, só então você vai me entender.</p>
<p>Este ano eu não vou. Fiquei velha e peguiçosa demais pra isso, apesar de ter sofrido profundamente diante da TV pelo show do Metallica e me rasgado de inveja de quem viu a homenagem à Legião Urbana ontem. Tenho certeza absoluta que todo mundo deve ir a pelo menos uma noite de Rock in Rio na vida. É incomparável e inesquecível.</p>
<p>Se não der para ir, você sempre pode plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Ainda assim, você um dia vai se pegar pensando que devia ter ido. Portanto, se esse ano não deu, comece a poupança para 2013. E se você acha que bom mesmo é ficar em casa, atualizando suas redes sociais com comentários do tipo <em>&#8220;ah, mas isso aí não é rock de verdade, é Pop in Rio, Axé in Rio&#8221;</em> e coisas do gênero, por favor, cresça. Ficar de #mimimi em rede social enquanto vê pela televisão é infinitamente mais medíocre do que ir ao show da Claudia Leitte ou da Ke$ha.</p>
<p><em>p.s.1: este post não recebeu nenhum patrocínio, mas relendo agora eu acho que merecia. Alguém por favor ligue para o Roberto Medina.</em></p>
<p><em>p.s.2: para engavetar seus preconceitos, <a href="http://www.blogdaclaudinha.com.br/2011/09/a-rita/" target="_blank">leia</a>.</em></p>
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		<title>Empobrecimento de Vocabulário</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 13:30:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu vivo falando dos outros, me incomodando quando falam português errado, que usam composições pobres e erram quando tentam falar difícil. Hoje no entanto preciso admitir que foi-se o tempo em que meu vocabulário era aquela maravilha. Outro dia eu estava no gtalk com o @idegasperi e me embananei toda, não sabia mais se o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vivo falando dos outros, me incomodando quando falam português errado, que usam composições pobres e erram quando tentam falar difícil. Hoje no entanto preciso admitir que foi-se o tempo em que meu vocabulário era aquela maravilha.</p>
<p>Outro dia eu estava no gtalk com o <a href="http://twitter.com/idegasperi" target="_blank">@idegasperi</a> e me embananei toda, não sabia mais se o certo era embaçar ou embassar. Convenhamos que isso é um termo de vocabulário informal, que a chance de PRECISAR desta palavra é praticamente nula e que sempre podemos correr pro Google e perguntar. Só que eu acho isso um absurdo.</p>
<p><span id="more-1152"></span>Eu fico muito incomodada com essa sensação de que escrever virou uma atividade mecânica. A maioria dos softwares que usamos no dia a dia têm corretor ortográfico, um erro não leva 2 segundos para ser marcado em vermelho. Resultado: empobrecimento da linguagem cotidiana, perdemos o costume de pensar para escrever.</p>
<p>Se já somos mais descuidados quando falamos, piora quando estamos cheios de ferramentas de apoio. Deixar um bilhete (escrito à mão, óbvio) se torna uma aventura arriscada. E vira um círculo vicioso: usamos um vocabulário mais estreito e esquecemos palavras. Não vai demorar até que estejamos falando Novilíngua.</p>
<p>Tudo isso não é tão diferente do que eu postei ontem sobre educação, só que estou olhando o que fazemos depois que saímos da escola, ou seja, tudo que é de nossa inteira responsabilidade, não há mais ninguém para culpar.</p>
<p>É fácil listar os fatores que têm causado o empobrecimento do meu vocabulário: por falta de escrever, por falta de ler algo além de notícias técnicas, por falta de conversas que demandem vocabulário, por falta de trabalhar com redação. <em>Mea culpa, mea maxima culpa,</em> eu sei. Mas e você?</p>
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		<title>Quem precisa de livros de auto-ajuda?</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 14:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia eu estava na livraria, bisbilhotanto, procurando coisas legais e uma coisa me chamou atenção. Já repararam a quantidade de livro de auto-ajuda que existe? E não só a existência, mas me ocorre que é muito absurda a variedade, existe livro de auto-ajuda direcionado a praticamente tudo que existe na face da Terra. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia eu estava na livraria, bisbilhotanto, procurando coisas legais e uma coisa me chamou atenção. Já repararam a quantidade de livro de auto-ajuda que existe? E não só a existência, mas me ocorre que é muito absurda a variedade, existe livro de auto-ajuda direcionado a praticamente tudo que existe na face da Terra. E estes benditos vivem nas listas dos livros mais vendidos!</p>
<p>É um lance meio Tostines: as pessoas compram mais porque existem mais livros de auto-ajuda ou existem mais livros de auto-ajuda porque as pessoas compram mais este estilo?</p>
<p><span id="more-934"></span>Eu me pergunto que tipo de covardes são esses do mundo moderno, dependentes de literatura quase sempre medíocre, escrita por pessoas cujo maior sucesso foi&#8230; escrever um livro de auto-ajuda! Nem sempre, mas em boa parte dos casos é o que acontece. </p>
<p>A sensação que eu tenho é que as pessoas confiam cada vez menos em si mesmas, se acostumaram a ouvir sempre alguém lhe dizendo que devem fazer isso, devem fazer aquilo. Chega então o fatídico ponto em que as pessoas não sabem o que querem fazer &#8211; ou se devem fazer o que querem &#8211; e pronto, se jogam em algum livro de auto-ajuda que possa lhes curar as frustrações.</p>
<p>Você conhece alguém que realmente tenha curado suas frustrações com livros de auto-ajuda? Uma vida que realmente tenha mudado depois de ler <em>O Segredo</em>? Não valem aqueles depoimentos que você leu na contracapa, nem o primo do amigo do vizinho. Você de fato conhece alguém? Eu não.</p>
<p>Acredito que qualquer meia hora de conversa com um amigo razoavelmente inteligente pode chegar nos mesmos conselhos do livro de auto-ajuda. Ou mesmo dar conselhos melhores, porque são ditos por alguém que te conhece e sabe o que é possível dentro da sua realidade. Por outro lado, esse amigo não tem aquele glamour do livro bem encadernado, com uma frase de efeito na capa bacanosa e, claro, você não pagou nenhum centavo pelo conselho do seu amigo. </p>
<p>As pessoas cagam e andam para estes tão valiosos conselhos, até que comprem um livro que lhes diga exatamente a mesma coisa. Aí o autor é chamado de gênio e o livro amplamente recomendado a todos os conhecidos. Vai entender&#8230;</p>
<p>Acho que as pessoas precisam de muita ajuda, de verdade. Eu só não consigo conceber porque diabos elas acreditam que a solução está num livro aleatório.</p>
<p>Já sei, vou escrever um livro de auto-ajuda e ficar milionária. Isso sim vai ser um grande case de auto-ajuda.</p>
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		<title>Humanos: à imagem e semelhança de quem?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Feb 2011 18:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu tenho um puta valor religioso, do qual me orgulho profundamente. Minha religião não só é minha crença, é também minha educação. Porque meus pais me ensinaram a doutrina da nossa religião e sobre ela construímos nossos nossas vidas. Ajo de acordo com o que acredito ser certo. Posso ter errado inúmeras vezes pelo ponto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho um puta valor religioso, do qual me orgulho profundamente. Minha religião não só é minha crença, é também minha educação. Porque meus pais me ensinaram a doutrina da nossa religião e sobre ela construímos nossos nossas vidas. Ajo de acordo com o que acredito ser certo. Posso ter errado inúmeras vezes pelo ponto de vista alheio, mas nunca atentei contra minha fé. Eu não me acho especial por causa disso, estou apenas constatando.</p>
<p>Eu só fico pensando sobre essas pessoas que vivem completamente mergulhadas em lógicas imediatistas e egocêntricas, que não medem o impacto do seu comportamento, do quanto fazem mal aos outros por pura e simples mediocridade. Não importa se você tem Jesus no coração, se compra calendário Seicho-No-Ie, se usa caldeirão de ferro, toma Daime ou bate tambor, se você é agnóstico ou ateu. É que eu vejo que respeito ao próximo pode até estar na memória das pessoas, mas não está nas suas práticas. </p>
<p>Porque será que é tão difícil conseguir que as pessoas se importem umas com as outras? Tratem os outros com um mínimo de civilidade e educação? Qual a grande dificuldade em praticar o conceito de não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem com você? Será que é tão complicado assim?</p>
<p>Eu só sei que perco o tesão com o mundo quando eu vejo as formas como as pessoas escolhem viver.</p>
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		<title>Sessão da tarde</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 15:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cinema de segunda]]></category>
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		<description><![CDATA[Há algumas semanas, tenho mantido o padrão e ir ao cinema na segunda-feira. Mas ontem eu sinto que não fui ao cinema, ontem eu fui ver sessão da tarde em uma tela maior. Porque é isso que Karate Kid é: um excelente filme de sessão da tarde. Guardadas as devidas proporções &#8211; óbvio que kung [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas semanas, tenho mantido o padrão e ir ao cinema na segunda-feira. Mas ontem eu sinto que não fui ao cinema, ontem eu fui ver sessão da tarde em uma tela maior. Porque é isso que <em>Karate Kid</em> é: um excelente filme de sessão da tarde.</p>
<p>Guardadas as devidas proporções &#8211; óbvio que kung fu não é karate – Jackie Chan é um bom mestre Miyagi, o herói é um bom menino sem amigos e o vilão é um menino cujo comportamento é resultado do que lhe ensinam, não de uma índole ruim. A moral o filme é simples: não existem  maus alunos, apenas maus professores.</p>
<p>Assim como <em>Aprendiz de Feiticeiro</em>, <em>Karate Kid</em> tem gosto de uma tarde infantil jogada no sofá. Aqueles que ficam procurando defeito e reclamando estão fazendo algo muito errado. <em>Karate Kid</em> não é um filme para analisar como adulto e sim para se divertir como uma criança.</p>
<p><em>p.s.: (spoiler) amei a substituição do bonsai pela jaqueta, até porque eu amo metáforas.</em></p>
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		<title>Dois dedos de prosa</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cheguei à conclusão de que não gosto de poesia. Salvo raros poetas que amo e que já estão pra lá de mortos, não gosto de poesia. O que eu gosto mesmo é prosa. Um bom conto, crônica ou romance, me seduz, me envolve e até me mima. Às vezes um bom conto ou crônica me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei à conclusão de que não gosto de poesia. Salvo raros poetas que amo e que já estão pra lá de mortos, não gosto de poesia. O que eu gosto mesmo é prosa. Um bom conto, crônica ou romance, me seduz, me envolve e até me mima. Às vezes um bom conto ou crônica me exige um certo <em>tempo de digestão</em>: preciso ficar uns 15 minutos pensando naquela história e olhando pra longe, até acabar de digerir o que li.</p>
<p>Poesia que me agrada é bem específica: não é poesia, é prosa com um bando de enter nas frases. Se rimar, é puro acidente. Porque sim, oras, porque sim.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aprendiz de Feiticeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 14:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem eu vi Aprendiz de Feiticeiro. A primeira coisa que você precisa saber é que não é um filme pra gente grande. Na verdade, é um daqueles filmes água com açúcar da Disney, sobre mágica. E sobre nerds. O filme é bobo. Bem bobo. Mas quem gosta de fantasia vai se divertir. Eu mesma soltei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu vi Aprendiz de Feiticeiro. A primeira coisa que você precisa saber é que não é um filme pra gente grande. Na verdade, é um daqueles filmes água com açúcar da Disney, sobre mágica. E sobre nerds.</p>
<p>O filme é bobo. Bem bobo. Mas quem gosta de fantasia vai se divertir. Eu mesma soltei gargalhadas sonoras no cinema. Uma delas foi sozinha, mas poxa, foi uma piada com Star Wars!</p>
<p>Algo me diz que ir ao cinema na segunda-feira vai virar um hábito. Hábito de quem quer pagar menos no ingresso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Origem, um filme viciante</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 15:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
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		<category><![CDATA[A Origem]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de segunda]]></category>
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		<description><![CDATA[A Origem (Inception) é, sem sombra de dúvida, um daqueles filmes de tirar o fôlego. É também um daqueles filmes-maçonaria, que qualquer comentário pode ser chamado de spoiler, vou tentar não fazer isso aqui. Boa parte da história se desenrola dentro sonhos e alguns efeitos são fantásticos, mas não é isso que o filme tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Origem (Inception) é, sem sombra de dúvida, um daqueles filmes de tirar o fôlego. É também um daqueles filmes-maçonaria, que qualquer comentário pode ser chamado de spoiler, vou tentar não fazer isso aqui. Boa parte da história se desenrola dentro sonhos e alguns efeitos são fantásticos, mas não é isso que o filme tem de melhor.</p>
<p>Os filmes de que mais gosto me atraem com base em dois critérios bem simples: qual a história e o ritmo em que ela é contada. Não gosto de filmes que não se desenvolvem, que a história é lenta, filmes em que algumas coisas acontecem devagar porque o diretor/produtor quer que o público <em>sinta a densidade das emoções</em> ou qualquer lógica semelhante (Lars Von Trier, eu estou olhando para você). Nisso, <em>A Origem</em> é perfeito, a condução da história é genial.</p>
<p>Frequentemente, tenho crises com ritmos de filmes, olho para o relógio para ver se falta muito, geralmente ainda tem mais uns 20 minutos quando faço isso. A origem é um filme tão envolvente que eu não tirei os olhos da tela nem por um segundo, o filme é tão legal que eu veria de novo no cinema e acho que todo mundo deveria ver. Acho também que gosto não se discute e que o <a href="http://filmesecigarros.blogspot.com/" target="_blank">Tiago Lipka</a> vai vir cheio de análises técnicas e dar tipo nota 7 pro filme, mas nem me importo, ele gosta de Lars Von Trier&#8230;</p>
<p><em><strong>Update:</strong></em><br />
Devo sinceras desculpas ao Tiago Lipka, que adorou <em>A Origem</em> e escreveu um <a href="http://filmesecigarros.blogspot.com/2010/08/origem.html" target="_blank">post muito legal</a> sobre o filme, mas nem a pau que vou me desculpar por não gostar de Lars Von Trier.</p>
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		<title>Ser mulher é degradante</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 15:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lomyne</dc:creator>
				<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[gay]]></category>
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		<description><![CDATA[Em um dos meus blogs, fiz um post sobre os gays no bbb e um amigo deixou um comentário que me fez parar pra pensar: &#8220;sempre lembro da musica da Madonna nesse momento: se uma menina resolve se vestir como homem, tudo bem, mas se um menino resolve se vestir como mulher é degradante, pq [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um dos meus blogs, fiz um post sobre os gays no bbb e um amigo deixou um comentário que me fez parar pra pensar:<br />
<blockquote><i>&#8220;sempre lembro da musica da Madonna nesse momento: se uma menina resolve se vestir como homem, tudo bem, mas se um menino resolve se vestir como mulher é degradante, pq ser mulher é degradante!&#8221;</i></p></blockquote>
<p>Então me vi na obrigatoriedade de concordar, de certa forma, ser mulher muitas vezes é degradante sim. E como sempre existem os defensores do mundo moderno e tolos que acreditam que todas as pessoas se tratam como iguais, vamos aos argumentos:</p>
<p>1. Existe diferenciação no mercado de trabalho, homens ganham mais do que mulheres que exercem a mesma função. Não argumente comigo, <a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/not_8102.htm" target="_blank">o IBGE que disse</a>. </p>
<p>2. As feministas e suas ideias estúpidas de queimar sutiã conquistaram&#8230; a obrigatoriedade de trabalhar. A menos que a mulher seja a Paris Hilton ou o marido seja milionário. E ainda assim. Apesar disso, ainda é responsabilidade da mulher cuidar da casa. Por alguma estranha razão, homens consideram que lavar a louça e tirar o lixo se equivale à lista do restante: lavar e passar roupas, faxinar a casa (banheiro incluso), cozinhar, saber minuciosamente onde está tudo e manter tudo em ordem. </p>
<p>3. Mulher: vá a um churrasco familiar e tente chegar perto do clube do bolinha ao redor da churrasqueira. Se for bem-vinda, por favor, me convide para o próximo. </p>
<p>4. Homens têm licença social para jogar futebol e sair com amigos para beber, talvez para mentir também. Mulheres não.</p>
<p>5. Falando em código social, mulheres não podem falar de sexo abertamente, me atrevo a achar que nem gostar de sexo a gente pode. </p>
<p>6. Trair faz parte da natureza do homem, <i>acontece</i>. Mulheres não podem trair, isso é errado. </p>
<p>7. Pega mal pra caralho uma mulher chegar aos 30 anos solteira, precisa pelo menos um namoro sério. </p>
<p>De tudo isso, sei que as mulheres são culpadas – ou, no mínimo, cúmplices. Não estou levantando bandeiras contra estes ou aqueles, só enumerando fatos. É foda ter que admitir, mas se for pensar bem, homens e mulheres acham que ser mulher é degradante.</p>
<p>Em tempo: não venham me dizer coisas do tipo &#8220;credo, em que meio você vive?&#8221; Olhe pra esses argumentos e pense no grupo de colegas de trabalho ou na sua família. Porque os amigos obviamente a gente escolhe aqueles que pensam como a gente. </p>
<p>Quanto a mim, eu sei que não estou abaixo dos homens, só que eu não posso dizer que não vejo isso acontecer. Pessoalmente, eu cago pro código social e por isso mesmo consigo bater recordes, fico à margem dos grupos de homens e de mulheres.</p>
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