Wagner Moura e Pânico na TV

Hoje é dia de republicar o texto do Wagner Moura sobre o Pânico na TV… Já vi várias fontes diferentes, mudando quebras de parágrafos e foténhas do cara, todas contando como a novidade! A questão é que este texto foi publicado no Segundo Caderno do jornal O Globo em maio de 2008, além das muitas falácias no discurso. E eu vou me dar ao trabalho de argumentar quanto a isso.

Há alguns meses, percebi que o Facebook tem pauta diária. Funciona assim: alguém relevante publica uma coisa, aí milhares compartilham, outros fazem montagens diferentes e assim surge o assunto que vai entupir o feed de todo mundo, por pelo menos um dia inteiro. Se for um discurso de revoltadinho de sofá, pode durar mais tempo, sendo defendido pelas pessoas cultas. A pauta de hoje é Wagner Moura contra o Pânico na TV, ou quase isso.

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Voyeurismo Digital

Acredito que o título do post tenha sido bastante autoexplicativo, mas nunca se sabe a quantas anda a limitação humana para interpretação de texto. A questão que quero colocar aqui não tem nada a ver com passar horas assistindo pornografia na internet. O que entendo por voyeurismo digital é essa obsessão em acompanhar a vida alheia através de um computador, essa estranha forma de obter prazer com o que vê (ou lê) sem interagir com “o objeto” do prazer e em muitos casos sem que os alvos sequer saibam que estão sendo observados.

Existem duas abordagens importantes sobre esse voyeurismo digital e escrever sobre isso me demanda um certo esforço pessoal. É preciso assumir que passei por momentos críticos na minha vida que foram vistos e acompanhados pela internet. E também é preciso uma imensa capacidade digestiva para conseguir analisar tudo sem uma imensa carga emocional.

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Bando de mulher recalcada

Uma das muitas coisas que eu sou completamente incapaz de entender: as mulheres modernas. Estamos em 2012 e – fim do mundo ou não – as mulheres continuam com mentalidade tacanha, fazendo discursos patéticos, repletos que queixas que considero dignas de piadas há mais de 50 anos. Quanto mais eu vejo o comportamento médio, mais eu me choco. Não consigo parar de repetir: bando de mulher recalcada.

Não, eu não estou falando das minhas amigas, porque né, gente, tenho um mínimo de critério pra chamar de amiga. Estou falando das toneladas de compartilhamentos em Facebook, Twitter, Tumblr e blogs. São mulheres com quem tenho baixo envolvimento, mas que representam o valor médio da sociedade. Não entendo certas linhas editoriais e argumentos, como por exemplo…

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A capa da Playboy de março

Por um acaso da natureza, eu comecei a perder peso. Mentira, não foi por acaso, foi depois de terminar um namoro, porque parei com o ritmo cinema-shopping-gordice inerente aos relacionamentos duradouros. Ao longo dos meses, uma desinchada básica de alguns quilos. Em meio a brincadeiras, comecei a avisar que ainda vou ser a capa da Playboy.

A vida mudou por causa do trabalho e diante do espaço vazio que sobrou na minha vida eu decidi apelar: resolvi começar academia. Responda rápido, quantos absurdos existem nessa frase: eu estou levantando cedo todo dia para ir pra academia e acho lindo. Ok, um absurdo só: o “acho lindo”. Admito que não foi assim só pelo esplendor de uma vida nova, admito que ele teve uma imensa responsabilidade nisso, mas olha, pra mim é uma imensa mudança de ideologia.

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